Superstições
Os humanos batem três vezes com os nós dos dedos na madeira e dizem ao mesmo tempo: “Isola” ou “O diabo seja cego, surdo e mudo”.
De facto, este deve ser o número um do top das superstições. Não deve haver ninguém, que depois de proferir alguma sentença azarenta (as relacionadas com a morte são as que provocam reacções mais barulhentas), não procure desesperadamente um pedaço de madeira. Ora, como todos nós sabemos, a madeira é um material que isola. Ao tocar na madeira, estamos a fazer barulho para evitar que o diabo oiça as palavras indesejadas que acabámos de dizer.
Os humanos não passam por baixo de escadas. Dizem que dá azar. E não, não tem nada a ver com receio de que estas lhes caem em cima.
Há duas justificações que dão força a esta ideia. A primeira relaciona-se com o facto de o triângulo ser: para muitas religiões, o símbolo da vida. Ora, uma escada encostada a uma parede encostada completa um triangulo e quando alguém passa no meio dele está a rompê-lo, ou seja, a interromper a própria vida.
A outra explicação tem a ver com o facto de há muitos séculos as escadas terem sido o instrumento utilizado para enforcar criminosos e os seus fantasmas permanecerem junto delas.
Os humanos assustam-se quando um gato preto se lhes atravessa à frente.
O gato sempre foi visto como um animal com “poderes” especiais. No antigo Egipto era um ser divino, razão pela qual ainda hoje se diz que um gato tem sete vidas. Eram ainda os companheiros das feiticeiras, e estas, por sua vez, também podiam assumir a forma de gatos. Assim, nunca se sabe se o gato preto que caminha à nossa frente não será uma feiticeira.
Os humanos detestam partir espelhos. E o problema não está no seu valor!
Toda a gente sabe que um espelho partido significa sete anos de azar. A justificação para isto é que já não é assim tão conhecida. Diz uma velha tradição que o espelho reflecte a alma de quem olha para ele. Quando se parte um espelho, quebra-se igualmente a alma de quem olhou para ele e, consequentemente, perde a oportunidade de se salvar após a morte.
Quando entornam sal, os humanos têm o estranhíssimo hábito de atirar pitadas do mesmo por cima do ombro.
Dada a sua capacidade de conservar os alimentos, o sal foi identificado como aquilo que combate a podridão, o espírito da morte. Ora, quem derramasse sal, estaria a destruir o símbolo da vida, e logo o espírito do mal se colocaria atrás do seu ombro esquerdo. Para o afastar, seria necessário atirar um pouco de sal directamente para a cara – por cima do ombro esquerdo!!!!!!!!!!!!!
Os humanos não abrem um chapéu-de-chuva dentro de casa. Nem para ver se aquele que acabou de lhes ser oferecido é bonito!!!!!!!
A origem desta ideia vem do Oriente, onde os chapéus eram utilizados para proteger do sol. Considerava-se que abrir um chapéu onde não houvesse sol era um mau agoiro e, por essa razão, era impensável faz elo em casa. Por outro lado, em muitas outras partes do mundo espalhou-se a ideia de que este objecto tinha poderes sobre o estado do clima. Assim, não era conveniente utiliza-lo para outros fins que não esses.
Os humanos colocam uma ferradura à entrada de suas casas!
São muitas as razões por que um objecto tão peculiar é considerado um amuleto. Por um lado, a ferradura é feita no fogo sagrado. Por outro, sagrado também é o ferro, dado o seu brilho ter o poder de cegar os espíritos maus. Confirmava ainda esta ideia de objecto sagrado o facto de os animais deixarem colocar ferraduras nos seus cascos sem se queixarem de dor. Segundo outras opiniões, o formato da ferradura simbolizava o céu e o telhado de casa, representando a vida espiritual e material do homem. Se for colocada de lado, tem ainda a característica de representar a inicial do nome de Cristo.
Os humanos colocam velas acesas nos bolos de aniversário!!!!!!
Este é um costumo que tem origem no ritual da deusa grega Artemisa, deusa da lua e padroeira dos casamentos e dos partos. Este ritual era comemorado com fogos sagrados e sobre os altares eram colocados bolos em forma de lua.. È também proveniente daí a ideia de que as velas devem ser apagadas com um só sopro para que se realize um desejo.
Os humanos não gostam nada do número 13!!!!!!!!!!
13 Era o número de pessoas que se sentaram à mesa da última ceia de Cristo. Por essa razão, os mais supersticiosos nunca se sentam a uma mesa com esse número de pessoas, pois isso significaria que uma delas morreria. Quando se conjuga o 13º dia do mês com uma sexta-feira, ainda mais perigoso se torna, na medida em que associado à sexta-feira estão “só” acontecimentos como: a crucificação de Cristo, a tentação de Eva pela serpente e o inicio do dilúvio.

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